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SINDACS/BA participa de 2ºEncontro Anual do Comitê de Jovens da ISP Brasil

30/11/17

Durante três dias, jovens de todo o Brasil se reuniram para debater sobre a importância do movimento sindical na luta pela reestatização e contra a privatização

A direção do SINDACS/BA participou do 2º Encontro Anual do Comitê de Jovens da Internacional de Serviços Públicos (ISP) Brasil. De acordo com a Coordenadora Odilane Botelho esse encontro aconteceu em Florianópolis e  contou com a participação de diversos  representantes do movimento sindical de diferentes estados.

Aconteceram diversos debates durante esses dias, inclusive sobre as políticas mundiais da ISP, a conjuntura no Brasil e região e a luta pela remunicipalização/reestatização nesse cenário.

Foi apresentado um painel sobre instrumentos de promoção dos Direitos da Juventude e o papel de jovens sindicalistas nas lutas atuais: contra a privatização, a retirada de direitos e por serviços públicos de qualidade. O debate contou com a contribuição de Adonai Pacheco, do Sinserp/FETRAM-SC; de Aline Martins, do SinPsi; de Jucélia Vargas, do Comitê Raça ISP/Brasil e secretária geral da Confetam/CUT; e de Victor Quaresma, do Sindnações.

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Durante a tarde, os participantes falaram sobre práticas educativas no movimento sindical: como dialogar com a juventude e articular o setor público ou privado na luta pela remunicipalização. O técnico do DIEESE/FNU, Gustavo Teixeira, apresentou dados que mostraram que a reestatização é uma tendência mundial, principalmente na área de saneamento, que já conta com mais de 280 casos no mundo, e no setor de Energia, com mais de 300 casos no mundo. Setores como saúde, agências governamentais, lixo e transporte também já contam com muitos casos de reestatização.

Gustavo explicou que os casos de reestatização acontecem quando o setor privado não consegue desempenhar bem seu trabalho, então, o Estado assume a função ou repassa para outra empresa. “O problema é que isso gera um alto custo para o governo e que a esse processo não é simples. Na grande maioria dos casos de reestatização, a pressão precisa partir da comunidade local, que se organiza para cobrar do Estado um serviço público de qualidade”.

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Teixeira disse ainda que é preciso conhecer novas formas de gestão do serviço público além das tradicionais, que envolvam principalmente a comunidade. “Para discutir o processo de estatização o principal desafio é a comunidade se envolver e se preocupar com a gestão dos serviços públicos”.

O debate também contou a participação da Secretária da Mulher da CUT-SC e presidente do SINTRASEB, Sueli Silva Adriano. Ela comentou sobre os casos de privatização na educação, que estão cada vez mais comuns. “Em Santa Catarina, o Estado está simplesmente repassando a responsabilidade para o município na educação, sem ajudar com as despesas e sem nenhuma discussão sobre as consequências disso”. O Secretário de formação da CUT-SC, Cleverson Oliveira, também participou do debate e enfatizou que a CUT é contra qualquer tipo de privatização e concessão e que o Estado precisa desempenhar seu papel.

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Após as colocações dos palestrantes, os jovens participantes puderam tirar suas dúvidas e descreveram situações de sua região de como as privatizações precarizam o serviço. Durante todo o evento foi alertado para a importância do movimento sindical defender a soberania pública e o Estado forte, ao contrário do que o governo golpista de Temer está fazendo.

O encontro encerrou no sábado (25) com um debate político interno do comitê para fazer um balanço das ações deste ano e planejar as atividades para 2018.

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